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Home»Destaques»Mãe denuncia morte do filho por demora em parto: ‘Quando decidiram fazer a cesariana, era tarde’
Destaques

Mãe denuncia morte do filho por demora em parto: ‘Quando decidiram fazer a cesariana, era tarde’

dezembro 24, 2025Nenhum comentário0 Visitas


Mulher denunciou médica que teria recusado fazer parto cesariano no Hospital Regional de Gurupi
Arquivo Pessoal
O dia do nascimento do filho acabou se transformando em tristeza e indignação para o casal Beatriz Lopes de Sousa, de 28 anos, e Lucas Maurício Gomes, de 30 anos. Segundo o relatado, a demora em realizar uma cesariana no Hospital Regional de Gurupi acabou resultando na morte do bebê ainda na barriga. O pai do bebê acabou sendo preso após se revoltar e quebrar uma janela da unidade de saúde.
“Quando decidiram fazer a cesariana, já era tarde e meu filho estava morto. É a vida de uma criança que foi interrompida. Se tivessem feito na hora certa, ele estaria vivo”, lamentou Beatriz.
O g1 questionou a Secretaria da Saúde do Estado (SES) e o Conselho Regional de Medicina sobre o caso, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
O bebê, que estava com 39 semanas de gestação, morreu no dia 10 de dezembro. Beatriz contou que chegou ao hospital por volta das 3h da manhã com fortes dores e vômito, mas foi orientada a voltar para casa porque, supostamente, não havia necessidade de internação. “Chegando em casa, a dor aumentou, eu vomitava sem parar. Retornei ao hospital às 3h40”, relatou.
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A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que foi instaurado inquérito policial na 86ª Delegacia de Polícia de Gurupi para investigar as circunstâncias do óbito do recém-nascido, mas afirmou que o caso está sob sigilo.
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Após a triagem, a paciente fez um exame para ouvir os batimentos cardíacos do bebê. “A médica disse que o coraçãozinho estava oprimido, mas estava mudando o plantão e me passou para outra profissional”, afirmou.
Pai acabou sendo preso após quebrar janela
Beatriz disse que alertou a médica sobre complicações em um parto anterior e pediu a cesariana, mas ouviu que não havia necessidade. Ela conta que chamou o pai do bebê para tentar mediar a situação.
Chegando ao hospital, Lucas Maurício disse que ficou nervoso e desesperado. O comportamento teria motivado a equipe médica a chamar a polícia. “A médica pediu que intensificassem a segurança na porta do materno pra impedir minha entrada. Quando minha irmã ligou falando que o neném tinha falecido, corri para o local já alterado e, num ato de desespero, quebrei o vidro da janela com o capacete”, contou.
Duas viaturas estavam no local e fizeram a prisão do pai em flagrante.
“Perdi meu filho e ainda fui preso. Tive que pagar fiança de R$ 720 para sair. Fui liberado, mas ainda posso responder por isso”, disse.
O g1 questionou a SSP sobre a prisão do pai do bebê, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
Equipe médica tentou reanimar bebê
Segundo Beatriz, as condições clínicas pioraram e os batimentos do bebê começaram a cair. Conforme o prontuário de evolução médica, ao qual o g1 teve acesso, o bebê não apresentava sinais de batimentos cardíacos nem respiração após o nascimento.
A equipe médica fez tentativas de reanimação, com manobras e medicação por cinquenta minutos, mas sem sucesso. O casal fez um boletim de ocorrência contra a médica no dia 11 de dezembro.
A mãe afirma que a profissional teria ignorado seu histórico clínico e só optou pela cesárea após cessarem os batimentos cardíacos. “Ela viu que o coração do neném já tinha parado. Aí, foi a hora que ela falou que eu queria tanto essa criança, ela iria fazer essa cesariana em mim, depois que ele já estava morto”, disse Beatriz.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Fonte: G1 Tocantins

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