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Home»Entretenimento»Pélico celebra a vida e a deusa música, em álbum em parceria com Ronaldo Bastos, entre brisas e luzes da manhã
Entretenimento

Pélico celebra a vida e a deusa música, em álbum em parceria com Ronaldo Bastos, entre brisas e luzes da manhã

setembro 30, 2025Nenhum comentário0 Visitas

Ronaldo Bastos (à esquerda), letrista do Clube da Esquina, assina dez músicas como Pélico no álbum ‘A universa me sorriu’
Rodrigo Ferdinand / Divulgação
♫ OPINIÃO SOBRE DISCO
Título: A universa me sorriu – Minhas canções com Ronaldo Bastos
Artista: Pélico
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ “Eu te espero amanhã / Aqui pra te contar / Que nada será como antes, nem talvez / A vida bem-vinda que eu sempre quis / Veio me abraçar / Mesmo sabendo que tudo tem seu fim”, celebra Pélico nos versos de A universa me sorriu, música que batiza o álbum em que o cantor e compositor paulistano apresenta dez músicas escritas com Ronaldo Bastos, poeta e letrista fluminense que, embora transite por vários universos musicais brasileiros, é primordialmente associado ao Clube da Esquina pelas parcerias com Milton Nascimento e Beto Guedes na década de 1970.
O verso da música-título do álbum A universa me sorriu – Minhas canções com Ronaldo Bastos também serve de alerta. Não, nada é nem será como antes, como já sentenciou o poeta no titulo da canção de 1971, uma das parcerias mais famosas de Ronaldo com Milton. Pélico não está entrando no Clube da Esquina, ainda que haja ecos da estética sonora da MPB ao longo das dez faixas.
No álbum produzido, mixado e masterizado por Jesus Sanchez (baixo, guitarra, synths e programações), as dez canções de Robson Pélico e Ronaldo Bastos são apresentadas em tom positivista, em universo musical particular de som nada inventivo, mas fluido e funcional.
A sonoridade é delineada pelo toque do violão de nylon de João Erbetta em interação com o baticum delicado de Guilherme Kastrup (bateria e percussão) e com as eventuais intervenções de músicos como o guitarrista Régis Damasceno (presente em Louva-a-Deus e em Sem parar, faixa gravada com a adesão da cantora Silvia Machete) e Tony Berchmans, cuja sanfona orna O amor ficou.
Capa do álbum ‘A universa me sorriu – Minhas canções com Ronaldo Bastos’, de Pélico
Rodrigo Ferdinand / Divulgação
O amor ficou é uma das mais delicadas e belas canções da safra em que também sobressaem Marinar – canção bafejada com a luz da esperança de versos como “O sol não vai se pôr / E minha dor há de passar / Doce mel na brisa das manhãs / Vem que o céu não tarda a brilhar” – e Infinito blue, música que anunciou oficialmente, em single editado em 26 de agosto, o álbum A universa me sorriu – Minhas canções com Ronaldo Bastos, lançado exatamente um mês depois, em 26 de setembro, através de parceria entre os selos SóLov e YB Music.
A gravação da já mencionada canção O amor ficou é valorizada pelos vocais de Tatiana Parra e Tom Ricardo. Já Sua mãe tinha razão, composição também assinada por Leo Pereda (parceiro de Ronaldo Bastos), é conduzida por levada percussiva que cai em suingue brasileiro.
Em contrapartida, É melhor assim chega com vibração de rock, evocando o pop dos anos 1980, até pela participação de Marisa Orth, atriz que integrou a banda Luni. Já Luz da manhã é canção romântica levada pelo violão (de aço) de João Erbetta e, assim como O amor ficou, também vem encorpada pelos vocais harmoniosos de Tatiana Parra e Tom Ricardo.
No arremate do disco, a voz de Pélico paira sobre todas as coisas no canto de Deusa mística, tema dedicado à cantora Filipe Catto que parece transcender a materialidade do corpo com o poder aliciante do canto e da deusa música, entidade celebrada pelo artista na louvação à vida que pauta o álbum A universa me sorriu – Minhas canções com Ronaldo Bastos.

Fonte: G1 Entretenimento

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