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Home»Entretenimento»Vocalista do Inhaler, filho do Bono, não se importa em ser associado ao pai: ‘Não posso mudar isso e não gostaria’
Entretenimento

Vocalista do Inhaler, filho do Bono, não se importa em ser associado ao pai: ‘Não posso mudar isso e não gostaria’

março 25, 2025Nenhum comentário0 Visitas

Banda irlandesa é uma das atrações desta sexta no Lollapalooza. Ao g1, músicos falaram sobre vinda ao Brasil e o que aprenderam com Harry Styles e Arctic Monkeys. ‘Banda irlandesa Inhaler
Reprodução
A banda irlandesa Inhaler é uma das atrações desta sexta (28) no Lollapalooza 2025. De todo o line-up desta edição, esse é um dos nomes mais “Lolla raiz”: quatro jovens britânicos de cabelos desgrenhados, brinquinho na orelha e músicas entre o rock alternativo e o pop.
Após lançar “Open Wide”, terceiro disco da carreira, o Inhaler ainda está no processo de ser reconhecido mundialmente pelo seu próprio nome. O grupo já chegou ao topo das paradas britânicas e enche espaços em casa. Mas ao pesquisar “Inhaler” no Google, o principal resultado é a tradução literal (inalador, ou bombinha de asma) ou quem é o pai do vocalista Elijah Hewson – é o Bono, do U2.
Ele até já falou ao g1 sobre isso. Em 2021, prestes a lançar o primeiro álbum da banda, o vocalista disse que “nunca teve um caminho fácil” por ser filho de quem é, mas tentava pedir conselhos ao pai.
O parentesco pode abrir portas, mas pode significar viver eternamente à sombra de Bono. Elijah ainda carrega um timbre muito similar ao de seu pai – o que o torna um ótimo cantor e casa bem com as músicas do Inhaler, mas claro, torna a comparação ainda mais inevitável.
Felizmente, se isso já foi uma questão para o garoto, já não é mais. Apesar dos pedidos da assessoria para que Bono não fosse mencionado na entrevista, Elijah, hoje com 25 anos, diz que não se importa em ser “o filho de alguém”.
“Não sei se [não ser associado a Bono] é o objetivo. Sempre serei filho dele. Não posso mudar isso. E não gostaria. Mas eu acho que o que mudou é que temos nosso próprio tipo de público que não está mais interessado nesse lado das coisas e eles estão mais interessados ​​na música. Nós não temos problemas com pessoas venham nos ver por esse motivo. Tem sido bom”, diz Elijah.
Inhaler se apresenta no Lollapalooza 2025
Reprodução/Lewis Evans
Do pop ao rock
Nos últimos anos, o Inhaler teve bons exemplos para mirar. A banda abriu shows de Arctic Monkeys e Harry Styles, dois grandes fenômenos do pop rock atual.
Com eles, os músicos dizem que aprenderam a ser “muito verdadeiros consigo mesmos”. “Se você continuar assim, seu público irá junto nessa jornada com você. É o que eu senti, pelo menos”, diz o baterista, Ryan McMahon.
Como Styles, eles também brincam com o rótulo “pop”: segundo eles, mais no estilo “Time to Pretend”, do MGMT, que “Espresso”, de Sabrina Carpenter. “Eu acho que todo mundo meio que ama música pop. Se eles dizem que não, é meio que um ‘prazer culpado’”, afirma Elijah.
“Quando você diz música pop, eu acho que muitas pessoas têm um preconceito. Como se você estivesse sendo artificial ou como se estivesse tentando manipular o público. Para nós, é só que estamos escrevendo músicas que realmente gostamos. E sempre pareceu muito orgânico e natural. Mas sim, pop é uma palavra ‘suja’ no mundo do rock e estamos tentando mudar isso”.
Para eles, há um jeito pop de fazer as coisas que pode (e deve) ser aplicado ao resto. “Acho que uma das coisas que realmente sinto falta sobre quando o rock era reinante, são os refrãos. Eu sinto que o indie rock esqueceu como escrever um bom refrão. Não estou dizendo que nós deciframos como fazer isso. Mas é definitivamente uma prioridade para nós”.
Banda irlandesa Inhaler
Reprodução/Lewis Evans
Em “Open Wide”, os meninos do Inhaler focam na arte do refrão para criar um pop rock dançante, sempre acompanhado de duas ou mais linhas de guitarras. Mas apesar de curtir o lado pop, as referências deles são nomes do rock de décadas passadas, como o Stone Roses e o Nirvana.
Quando perguntados sobre como eles se inspiram nesses ídolos – sem cair na caricatura, nem um “pastiche” do que é ser um roqueiro -, eles não sabem responder exatamente. “Essa é provavelmente a melhor pergunta que já nos fizeram”, diz Elijah.
“Acho que o rock and roll é mais uma abordagem à música do que um som específico. Sabe, acho que deveria ser capaz de evoluir. E acho que nunca vai realmente desaparecer. Dito isso, eu acho que toda música é derivada de alguma forma ou não. Esse é o objetivo da arte”.
Vinda ao Brasil
A vinda neste mês será a primeira vez dos irlandeses no Brasil – nenhum dos músicos veio ao país, nem mesmo para passar férias. Para eles, o Brasil tem a ver com bossa nova (“É daí, certo?”), shows em Copacabana e, curiosamente, o hábito de pular sete ondinhas.
“Uma das minhas boas amigas quando criança era brasileira e ela sempre costumava ter essa festa de Ano Novo que era tipo tradicional, que você pula no mar… Vestido de branco e tudo. Mas nós estávamos fazendo isso em Dublin, então estava congelando”, conta Elijah.
A outra lembrança é a apresentação “realmente famosa” dos Stones em Copacabana, em 2006. “Esse é o nosso sonho. Um dia!”.
Já para o festival, eles têm alguma experiência, já tendo passado por eventos de grande porte como o Glastonbury e Reading Festival. Mesmo assim, eles dizem estar ansiosos, e pretendem usar essa emoção como “combustível”.
“É emocionante que estejamos fazendo isso há quase 10 anos ou algo assim, e é estranho que ainda tenhamos coisas novas para descobrir. Nos faz sentir jovens novamente”, brinca Elijah.
Inhaler é uma das atrações do Lollapalooza 2025
Reprodução
Para eles, fazer parte do line-up de festivais como o Lolla é “assustador”, no bom sentido. “Nós sempre sentimos que não pertencíamos ali no começo, mas acho que estamos nos acostumando agora. E eu só quero estar na multidão o tempo todo, no festival. Eu só tenho inveja das pessoas na multidão”.
“Pode ser que eu faça um pouco de crowd surfing”, acrescenta Elijah, ao que Ryan acrescenta: “Eu posso te garantir que eu não vou”.

Fonte: G1 Entretenimento

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